quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

EM TEU SANGUE
“Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.
Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.
Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada;
Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;
E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.” Mateus 10:32-36         

Carne dada aos porcos;
Na lama exposta em terra consagrada;
Feridas extendidas pelo chão em nome de deus...
Mãos trêmulas deslizando pelo rosto,
Lágrimas de uma mãe rasgando a carne na terra anátema
Enquanto se abraça o corpo frígido do filho amado.
A cruz despedaçada no momento da entrega do fruto
A antiga serpente está entre nós...

Em teu sangue nos profanaste
Por teu sangue agoniza o inocente
Em um fogo criado por teu imenso amor!
Em teu sangue nos condenaste
Por teu sangue, anátema é a vida...

Mãos feridas juntas no altar
Olhos para cima onde a luz irá ofuscar
Um deus que não ouve o necessitado
Criados na terra suja e escura
Condenados no ventre, danados para a escuridão!
En su sangre agoniza o homem
Os céus não abrem e uma resposta não é dada
Se escondeste em tua santidade e amor!

Em teu sangue nos profanaste
Por teu sangue agoniza o inocente
Em um fogo criado por teu imenso amor!
Em teu sangue nos condenaste
Por teu sangue, anátema é a vida...

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”  João 3:16-17

by Heillel Sabalt



SEIS ASAS
Como poderei eu, desprovido da onisciência "divina", encontrar-te em um oceano de pessoas poluído por mentiras, futilidades, egocentrismo, falsidade e frígidos corações? Como poderei reconhecer-te em uma multidão de semelhantes comportamentos empobrecidos pelo "eu" e pela repetição agonizante de atitudes e escolhas eivadas pelo exacerbado individualismo e fechamento da alma para o que de fato importa no mundo? Diga-me, meu amor, como saberei que és tu a quem beijo e toco sem correr o risco de ser só mais um nos braços dos que caçam o corpo ao invés do espírito?... revela-me em tuas seis asas se este amor é utópico ou se um dia, mesmo em meio a tanto engano, ele irá materializar-se em meu coração ferido e desgastado pelo tempo a quem tanto me martiriza!
By Heillel Sabalt



Amo minhas madrugadas... sozinho, me conhecendo melhor, decifrando e aprendendo a dominar meus sentimentos mais confusos... ninguém tem o poder de nos julgar pelo que somos... e tudo o que somos é fruto do que vivemos no passado. Somos uma obra complexa onde nem nós mesmos somos capazes de nos conhecermos 100%. Nossos corações são uma obra abstrata, pintada dia após dia, alterada e reconstruída pela vida. Amassada, jogada fora e refeita pelas alegrias e angústias. Onde lágrimas são como pinceladas, corrigindo erros e criando sombreamento, dando um aspecto mais realista, mais humano a um corpo muitas vezes dominado pelo mecanismo e pelo óbvio do dia-a-dia. Somos tão complexos que temos de usar máscaras para fingirmos ou escondermos determinadas coisas, como um enferrujado sorriso tornando-se nitidamente pesado pelas nossas preocupações, tristezas e ansiedades. Uma nítida demonstração de que o exterior jamais representará com perfeição e veracidade o interior.

By: Heillel Sabalt