Amo minhas madrugadas... sozinho, me conhecendo melhor,
decifrando e aprendendo a dominar meus sentimentos mais confusos... ninguém tem
o poder de nos julgar pelo que somos... e tudo o que somos é fruto do que
vivemos no passado. Somos uma obra complexa onde nem nós mesmos somos capazes
de nos conhecermos 100%. Nossos corações são uma obra abstrata, pintada dia
após dia, alterada e reconstruída pela vida. Amassada, jogada fora e refeita
pelas alegrias e angústias. Onde lágrimas são como
pinceladas, corrigindo erros e criando sombreamento, dando um aspecto mais
realista, mais humano a um corpo muitas vezes dominado pelo mecanismo e pelo
óbvio do dia-a-dia. Somos tão complexos que temos de usar máscaras para
fingirmos ou escondermos determinadas coisas, como um enferrujado sorriso
tornando-se nitidamente pesado pelas nossas preocupações, tristezas e
ansiedades. Uma nítida demonstração de que o exterior jamais representará com
perfeição e veracidade o interior.
By: Heillel Sabalt

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