quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019


Amo minhas madrugadas... sozinho, me conhecendo melhor, decifrando e aprendendo a dominar meus sentimentos mais confusos... ninguém tem o poder de nos julgar pelo que somos... e tudo o que somos é fruto do que vivemos no passado. Somos uma obra complexa onde nem nós mesmos somos capazes de nos conhecermos 100%. Nossos corações são uma obra abstrata, pintada dia após dia, alterada e reconstruída pela vida. Amassada, jogada fora e refeita pelas alegrias e angústias. Onde lágrimas são como pinceladas, corrigindo erros e criando sombreamento, dando um aspecto mais realista, mais humano a um corpo muitas vezes dominado pelo mecanismo e pelo óbvio do dia-a-dia. Somos tão complexos que temos de usar máscaras para fingirmos ou escondermos determinadas coisas, como um enferrujado sorriso tornando-se nitidamente pesado pelas nossas preocupações, tristezas e ansiedades. Uma nítida demonstração de que o exterior jamais representará com perfeição e veracidade o interior.

By: Heillel Sabalt





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